
CIA DO ELEFANTE
A Cia do Elefante inicia sua trajetória artística coletiva a partir do ano de 2015, quando ingressam juntos na Turma 67 da Escola de Arte Dramática da USP. Dentro da EAD, junto com seus parceiros de turma, realizam trabalhos como "Ainda Não"(exercício sobre a máscara do palhaço com direção de Bete Dorgam), "Voduns Mi Axé" (exercício de dança com direção de Sílvia Bittencourt), "Antígonas" (exercício cênico sob direção de Isabel Setti), "Nhanhomoirumbá" (espetáculo sob direção de José Fernando Peixoto de Azevedo) e "Um Homem é Um Homem" (espetáculo sob direção de Cristiane Paoli Quito / Prêmio Nascente 2018: Atuação em Grupo).
A partir de 2018, o grupo se reúne para dar início à uma nova etapa em sua trajetória, tendo como foco principal de pesquisa dispositivos cênicos de jogo em trabalhos voltados ao público infantil. Nasce então oficialmente a Cia.Teatro de Garatujas, com seu primeiro espetáculo: "Dois Baús", com dramaturgia original de Ângela Ribeiro. O intuito deste processo era explorar possibilidades de se contar uma história para a infância que propusesse padrões familiares não normativos, bem como propor, nesta representação, uma figura feminina forte que se desprendesse das expectativas de gênero impostas à ela.
Em seguida, estréia "Tabuleiro de Reinações", uma contação de histórias em jogo que se propõe a radicalizar a pesquisa do grupo ao compartilhar com o público a co-criação de histórias ao vivo.
REPERTÓRIO
Dois Baús
O menino palhaço morava em um baú cheio de dança e risada. Lá era lugar de tudo: jogar dominó, caçar formiga, de dar abraço apertado em sua mãe bailarina e seu pai soldado. Também era lugar de cansaço, de briga, de desabafo e tudo bem! Onde tem respeito, no fim, a gente fica bem. Um dia, chega no baú um circo mágico que já girava há muito tempo no coração da bailarina. Empolgante, saltitante, todo "embonitado!" Mas o circo - que tristeza - um dia precisaria ir embora. A bailarina-menina se perguntou: e agora? Ficar no baú e ver o sonho partir ou voar para longe e deixar para trás um pedaço de si?
Dois Baús é teatro e poesia de brincar. Brincar como artimanha para decifrar as partes mais difíceis de crescer: aprender a amar a liberdade do outro e a inventar jeitos novos de estar pertinho de quem nos faz bem.



