
FUTURA | CLARICE LIMA
FUTURA movimenta a pesquisa, criação, produção e difusão em dança da coreógrafa Clarice Lima (CE/SP). Um contexto, uma plataforma, um grupo, um nome que imagina o quê, quando, onde ou como virá, aproximando artistas e juntando pessoas. Transita entre a dança, performance e artes visuais, entre o público infantil e adulto. Futura é tudo que é presente e ainda não vemos.
Coreógrafa, diretora, professora e bailarina, Clarice vive e trabalha em São Paulo onde desenvolve parcerias e estratégias criativas para produzir seus trabalhos de forma continuada. Sua formação inclui o Colégio de Dança do Ceará (2002-2008), Folkwang Hochschule (2002 – 2003), graduação no departamento de dança moderna (MTD) da Amsterdam School of Arts (2003 – 2008), o intensivo 50 Days Flying Low e Passing Through Costa Rica com David Zambrano (2010) e a residência artística Lote com Cristian Duarte (2011-2018). Entre seus trabalhos podemos citar Supernada EP02 (2025), Força Estranha (2023), Bosque (2022), Bichos Soltos (2019) e Intérpretes em Crise (2013).
Sua trajetória é marcada por uma produção artística intensa, tendo sido contemplada por diversos prêmios e editais, participado dos principais festivais de dança contemporânea do Brasil e apresentado em países como Bélgica, Chile, Eslovênia, Espanha, França, Grécia, Inglaterra, Lituânia, Portugal, República Checa, Suécia e Uruguai. Se interessa em juntar pessoas através de práticas artísticas, imaginando contextos de criação, produção e difusão em dança nas cidades de São Paulo e de Fortaleza, além de realizar sistematicamente oficinas, laboratórios e residências de dança, alinhando suas práticas artísticas com suas práticas artístico-pedagógicos.
REPERTÓRIO
Pé Grande
Pé Grande é uma dança para infâncias que acontece em espaços alternativos com criação e dança de Aline Bonamin, Yi gonçalves, Karen Marçal, Marcela Costa, Maurício Alves e Sabrina Ferreira. O trabalho promove a continuidade da pesquisa coreográfica da FUTURINHA/ Clarice Lima que explora a relação entre a empatia cinestésica, o universo fantástico e a cidade; complexificando e transformando a ação de caminhar em dança/ jogo/ brincadeira. Tem trilha sonora original de Carla Boregas e figurino por Anuro Anuro e Cacau Francisco dando contorno a essas criaturas que passeiam entre o ordinário, o fantástico e o monstruoso.




Bosque
Na performance, o corpo de cabeça para baixo chama a atenção para a luta que a própria natureza enfrenta. Eventualmente, e em momentos diferentes, cada corpo-árvore cai no chão, um a um, onde permanecem até que se erguem novamente, mudando a paisagem, trazendo movimento e vida a paisagem do Bosque através das ações de descer e subir. Na natureza e na vida as coisas estão sempre nascendo e morrendo e assim estamos nessa performance. A solidariedade conduz a coreografia e para construir o Bosque as performers ajudam umas as outras a montar as árvores/ figurinos. Ao final ninguém sai até que a última resista, não deixando ninguém para trás, apontando para importância e força do coletivo e para a biodiversidade do grupo/ natureza.
A pesquisa é a terceira parte da Treelogia e se aprofunda na ideia de criar uma paisagem viva na cidade, potencializando práticas coletivas, pessoas e nossa relação com a natureza. Bosque olha para estas questões de uma forma poética e coletiva. Dentro deste Bosque nós-natureza queremos resistir enquanto pudermos, juntos, como uma só.




Supernada EP02
Supernada EP02 é uma dança, uma aventura, uma jornada entre o super e o nada, aprofundando a ideia de empatia cinética em contato com o universo fantástico e reivindicando o teatro como espaço das infâncias, da dança, do brincar e do coletivo.
Episódio 02: Misericórdia! Parece um livro que arrancaram as páginas, misturaram tudo e agora sei lá o que é o começo e o que é o fim. Tem umas princesas perdidas e umas coisas grandes correndo, tipo um post it rosa, um homem cromakey e umas outras coisas que ninguém sabe o que é.
Nesse episódio iremos escalar uma cordilheira, ser engolidas por slimes gigantes, ganhar superpoderes secretos, dançar pela floresta, ficar presas num buraco roxo, enfrentar um megazord e muito mais!




Bichos Soltos
Bichos Soltos é uma dança para crianças de todas as idades onde quatro bailarinas vestidas com um figurino/fantasia/criatura/fantástica movimentam-se de forma dinâmica, criando um novo estatuto de existência, questionando a relação entre o homem, a natureza e as coreografias sociais estabelecidas. Os bichos são agentes desestabilizadores da normatividade e se apresentam enquanto dispositivo de utopias, possibilitando a criação de camadas ficcionais distintas e sobrepostas - seres que nunca foram vistos, já extintos e que ainda estão por vir nessas cidades.
Bichos Soltos fricciona as lógicas de ação e percepção, invocando a consciência e a memória desses seres que serão lançados, cheios de desejo nas paisagens urbanas que nos circundam, invertendo e reconfigurando lógicas, padrões e regras sociais.




Força Estranha
Força Estranha evoca as ficções e mistérios da dança para mover corpo, espaço, luz, som, objetos e tudo aquilo que não sabemos nomear. Aprofunda a pesquisa sobre o espaço como matéria coreográfica que atravessa sensações, afetos e imaginação. Persegue o movimento de forma dinâmica e vigorosa através de um corpo implicado na produção e manutenção de uma força estranha que faz tudo dançar.
Depois de 10 anos da estréia do dueto Intérprete em Crise, Clarice Lima e Aline Bonamin voltam em cena nesse novo dueto que radicaliza a noção de empatia cinestésica para a criação de um lugar utópico que faz alianças com tempos e matérias, celebrando a própria dança enquanto ritual e produção de vitalidade.
Força Estranha foi premiada pela XI edição do Prêmio Denilton Gomes - Criação em Dança e foi realizada com apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Cultura.



