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NÚCLEO DE IMPROVISAÇÃO

O Núcleo de Improvisação é um grupo de pesquisa em dança contemporânea orientado por Zélia Monteiro, que surgiu em 2002 com a necessidade de alguns artistas em aprofundar e dar continuidade à pesquisa de linguagem iniciada com Klauss Vianna. Estuda a improvisação não apenas como procedimento para explorar e criar novas gramáticas de movimentos, mas fundamentalmente como estrutura de composição do espetáculo. Reúne artistas com experiências em diferentes linguagens: dança, teatro, música e artes visuais. Inspira-se na abordagem e pensamento de Klauss Vianna sobre o corpo e a dança e utiliza estes princípios como meio de estudar, descobrir e criar interfaces entre diferentes linguagens artísticas.

Em 2003 o grupo constituiu-se o Núcleo de Dança do MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo. Realizou performances de interação com obras do acervo e das exposições, como em Luz e Sombra da artista italiana Marinellia Pirelli. No mesmo ano apresentou peça no Festival de Música Nova no Centro Cultural São Paulo.

Em 2006 recebeu o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna para pesquisa: Klauss Vianna e a improvisação e no ano seguinte recebeu o II Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, com o qual deu continuidade ao seu trabalho de pesquisa e reflexão artísticas, promovendo palestras, debates e ensaios abertos além da criação e circulação do seu primeiro espetáculo, Área de Risco.

Desde então, realiza projetos contemplados por editais como Fomento à Dança, ProAC, Funarte, entre outros.

​ÚLTIMAS CRIAÇÕES

Entre o que se imagina o que se pode tocar

No palco, os bailarinos-improvisadores Ernesto Filho, Marcela Páez, Mel Bamonte, Paulo Carpino, Vitor Vieira, junto com Zélia Monteiro, que assina a direção, dançam vendados.

Entre o que se imagina e o que se pode tocar – Com palavras no meio é o título do texto de João Bandeira no livro Memórias do Brasil, do fotógrafo esloveno Evgen Bavcar, que teve o  olho esquerdo perfurado por um galho de árvore aos dez anos e o direito lesionado pela explosão de uma mina um ano depois, deixando-o cego.

Aos 16 anos, Bavcar tirou uma fotografia e pediu para que alguém lhe contasse o que havia registrado. Surgia assim um dublê de artista contemporâneo e filósofo do olhar. De alguma forma suas imagens também devem ser entendidas como o resultado formal de uma associação de palavras, e não de imagens.

Práticas para Deslocamentos

Encontrar para experimentar, pensar e discutir as descobertas do corpo nas suas organizações provisórias e assim identificar gestos que passam a ser coletivos, numa experiência que testa um tipo de coletivo que reúne diferentes e não somente iguais.
Um coletivo nascido do encontro entre os que não se encontram e que possibilita a troca de experimentos artísticos diversos, alimentando e enriquecendo os fazeres desses artistas e fomentando o debate sobre processos criativos em dança.

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