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CIA DA REVISTA

A Cia. da Revista foi fundada em 1997 pelo multiartista Kleber Montanheiro. Em 1999 estreou Kabarett e a remontagem de A Cor de Rosa - musical sobre Noel Rosa. Em 2006 realizou o projeto Outros Olhares sobre o Velho Mundo, em uma ocupação no porão do CCSP. Em 2007, criou Clássicos para menores, uma trilogia de textos clássicos para o público infantil.

 

O ano de 2009 foi marcado por dois acontecimentos: o projeto Bras-Ilha– Carnavalização e civilização n a cidade ideal, contemplado pela 15a edição do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, e a fundação de sua primeira sede, o MINITEATRO, na Praça Roosevelt. Ali estreou quatro espetáculos, dentre eles, os premiados Cada qual com seu barril e Cabeça de Papelão.

Em 2014 o grupo reformou uma antiga funilaria, inaugurando seu novo espaço na Santa Cecília. O projeto De como as cabeças foram devoradas pelos ratos: Revistando o cordialismo no país do sol, contemplado pela 23a Ed. do Fomento, culminou na montagem de Ópera do Malandro - que estreou no CCBB-SP e inaugurou o Espaço Cia. da Revista em 2015.

 

Através do Proac (2016) e do Fomento (2018) o grupo criou Um dez cem mil inimigos do povo e Ensaio sobre a lucidez. Em 2021 a companhia estreará o primeiro espetáculo da trilogia comemorativa de 25 anos do grupo: Nossos Ossos, baseado no livro de Marcelino Freire; seguido por Tatuagem, peça adaptada do filme homônimo de Hilton Lacerda com músicas do grupo musical As Baías e João, espetáculo inédito escrito especialmente para a Cia. por Marcelo Marcus Fonseca, do Teatro do Incêndio.

REPERTÓRIO

Nossos Ossos

Espetáculo baseado na obra de Marcelino Freire.

 

Tendo como cenário o submundo da noite de São Paulo, “Nossos ossos” é uma fábula visceral sobre a proximidade entre o amor e a morte: cada capítulo é associado a uma parte do esqueleto humano. O protagonista é Heleno, dramaturgo que resgata no necrotério o corpo de um michê e se impõe a missão de levá-lo até Poço do Boi, em Pernambuco. Durante os preparativos para a estranha aventura, ele relembra a própria história, da infância mirrada e pobre no sertão ao sucesso na metrópole paulistana. Na prosa poética de Marcelino Freire, uma fábula macabra sobre a proximidade entre amor e morte.

Tatuagem

Musical baseado no filme de Hilton Lacerda.

 

Recife, 1978. A trupe teatral Chão de Estrelas é liderada pelo extravagante Clécio Wanderley e tem Paulete como a principal estrela do grupo. Numa noite de show, eles recebem a visita do cunhado de Paulete, o jovem Fininha, que é militar. Encantado com o universo criado pela companhia, ele logo é seduzido por Clécio. Os dois iniciam um tórrido relacionamento, que coloca Fininha frente a um grande problema: lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura. Um espetáculo sobre o amor e a liberdade em tempos de opressão.

João

Musical original inspirado em João Cabral de Melo Neto.

 

O espetáculo compara a história de João Cabral de Melo Neto e João em uma fábula surrealista, fazendo uma leitura urbana da questão agrária e à diversidade na vida contemporânea.

João migra de Pernambuco para o sudeste em busca de trabalho e cruza no seu caminho com seu próprio autor, o poeta João Cabral. Após se separarem na divisa de São Paulo e Rio de Janeiro, João segue sua vida na capital paulistana onde conhece Gaivota, uma travesti artista que muda sua vida. Enquanto de longe, João Cabral conta sua própria história, ao mesmo tempo evoca a história do próprio Severino, de Morte e Vida Severina, refletida no centro urbano.

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