
VÃO
O VÃO é um campo de criação e produção em dança fundado em 2009 por artistas mulheres. Há mais de 15 anos vem desenvolvendo um modo de pesquisa e linguagem própria que tem como modo operativo investigar formas de direção coletiva tanto nos processos criativos de obras coreográficas como na prática de coordenação, gestão e desenvolvimento de projetos artísticos e ações culturais.
O VÃO hoje é território - terreno - paisagem - espaço habitado - ativado - nutrido - evocado por Juliana Melhado e Isis Andreatta.
Graduadas em Dança pela UNICAMP em 2009 as integrantes co-fundaram o VÃO e seguiram juntas a partir deste encontro, buscando modos de existir como coletivo independente tendo como base a cidade de São Paulo.
Na sua trajetória se destacam os seguintes participações, prêmios e reconhecimentos: Mostra Double Trouble no Teatro Municipal do Porto/Portugal com o espetáculo “FIM; Bienal SESC de Dança com o espetáculo “FIM” (2019) e com a performance “No hay banda é tudo playback” (2017); Prêmio Denilto Gomes de “melhor criação” com “FIM” (2018); Prêmio Denilto Gomes de “melhor performance” com “No hay banda é tudo playback” (2017), aprovação na 21ª e 28ª edição da Lei de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo com os projetos “Como viver só em bando” (2017) e “Escândalo” (2020).
REPERTÓRIO
Calor é Nossa Língua
Obra que investiga o calor como estado de encontro, afeto e transformação. A criação parte da ideia de que o calor é tanto matéria quanto meio de relação — uma energia que expande, move e comunica, provocando deslocamentos físicos e emocionais.
”Calor é nossa língua” trata-se de uma tentativa de habitar o intervalo da relação como uma paisagem irregular, um terreno onde seja possível sustentar a polirritmia, a vitalidade e os murmúrios que emergem de um “estar junto” que, tal como o toque, seja uma experiência plástica e de reciprocidade.




No Hay Banda, é tudo playback
Subitamente as artistas surgem no espaço em meio ao público e performam através do dispositivo de dublagem Lip Sync hits remixados dos anos 90.
Os hits contagiantes costuram em sua dramaturgia elementos do contexto cultural dos anos 90, momento com forte presença da televisão e seus programas de auditório e maior abertura às influências norte-americanas provenientes do avanço neoliberal nos aspectos político e econômico.
No hay banda é tudo playback mobiliza a sensação ambígua de familiaridade e incômodo que vaza e desloca, de um estado festivo para um estado ácido, nossas percepções e referências.




Fim
FIM é uma coreografia que parte da investigação sobre o fazer coletivo e suas potências enquanto modo de trabalho, modo de criação e modo de vida, onde o estar só e o estar junto coexistem. Imersas numa experiência de escuridão e imaginação, compartilhada com o público, as artistas se lançam no mergulho de dançar juntas a partir de outras formas de conexão.
Adentrando a escuridão do próprio corpo, a imaginação emerge como uma força potente de criação de movimento e como modo de construção dramatúrgica coletiva.




MoveCover
Move Cover é um show ficcional. Faixa a faixa, as cinco performers vivem com o público a elasticidade e densidade do cover e do dispositivo de dublagem lip sync, tendo como matéria em constante modulação a girlband britânica Spice Girls.
Dobrando, discutindo e torcendo o próprio cover, o show é um delírio compartilhado, onde o público é cúmplice de um corpo boca que escorre e problematiza viscosamente a criação de ícones pop enquanto fenômeno paradoxal de potência e massificação da vida.



